Feeds:
Posts
Comentários

René Burri

Conheci René Burri em São Paulo cenário de uma de suas mais inesquecíveis fotografias. Talvez porque, para nós que aqui vivemos, o fascínio do cotidiano, sob a luz do estrangeiro, do fora do ordinário, seja a verdadeira lição de ver.  São quatro homens e suas sombras no topo de um edifício na avenida São João. Esta imagem é a capa de seu mega-livro publicado pela Phaidon. Inesquecível, gruda no fundo da retina como fazem as imagens intrigantes. Burri, suíço, o mais jovem da geração que criou a cooperativa de fotografia Magnum, a lendaria agencia Magnum fundada em 1947 por Cartier Bresson, Robert Capa, David “Chim”Seymour e George Rodger. Burri, a personificação do Joie de vivre, o prazer no oficio da fotografia,  o velho-jovem, o tigre enjaulado por feixes de luz.

Antes era sobre a fotografia pura, sobre o aprendizado. Agora, na maturidade, é sobre as coisa que amamos, a fotografia como celebração da vida. Neste retrato René esta no seu apartamento em Paris onde me recebeu no fim do ano passado. Os dois editávamos um novo livro e conversamos sobre a escolha das imagens. O árduo trabalho de definir as imagens para um livro. Um trabalho de infinita solidão mesmo quando dividido com editores ou designers. Nesse processo as imagens mais uma vez se animam e flutuam diante dos olhos num desafio à memória e a compreensão. O tigre que se atira para devorar o  fotógrafo, metáfora da fotografia que prescinde o autor.

As grandes imagens estão todas por aí, flutuando como música, se ninguém ligar o gravador elas acabam de tocar e desaparecem para sempre.

Uma tarde em Cassis

pbblog.jpg

Estive recentemente com Peter Beard na cidade de Cassis no sul da França. Foto de Peter com Cape Canaille ao fundo.

Karen Junqueira

mulheres-que-amamos-12.jpg

A foto nem saiu e já há quem esteja de olho.

Foto: Marcio Scavone

Para começar

“Sou sempre imensamente grato às pessoas que fazem coisas possíveis em meu lugar e trazem, na volta, as fotos. Isso quer dizer que não preciso fazê-las, mas pelo menos sei como são visualmente.”

Salman Rushdie, escritor anglo-indiano, ao comentar as fotos da americana Taryn Simon, na Folha de S.Paulo.